Em 2024, quando começámos a levar a sério o que até então não passava de uma ideia que ia dando para sonhar… demos por nós a querer concretizar a Via Raia, caminharmos por toda a zona da fronteira Luso-Espanhola. Um bocado loucura, mas era mesmo isto!
Surgiram as primeiras questões: Como vamos fazer? O que queremos realmente? São tantos km…
Para tentar não dispersar, o Nuno, que é mais estudioso, começou a investigar on-line, adquirir livros, ler teses de doutoramento, ver documentários e peças jornalísticas. Um dos primeiros livros a entrar cá em casa foi o “Doze Fronteiras” de Joaquim Palma, que percorreu toda a raia de carro. Descreve sobretudo a importância histórica, a beleza e o abandono das regiões fronteiriças. Foi este livro que nos precipitou para o arranque!
Certo dia, estávamos nós a deambular no sonho… e se conhecêssemos o Joaquim? E se pudéssemos falar com ele? Fazer-lhe perguntas? Ouvi-lo falar da sua experiência. Trocar ideias, pedir algum conselho?
E assim foi, numa manhã de Julho de 2024, na Praça do Giraldo em Évora, na esplanada do Café Arcada. Começamos por enquadrar o nosso projecto e depois então, com serenidade e sabedoria, o Joaquim ia fazendo os seus comentários. Ambos registámos nas nossas cabeças uma das primeiras frases de Joaquim: “Sou atraído por espaços onde as pessoas menos vão!”
O Joaquim, simplesmente nos transmitiu a sua essência, o que considera importante, para também nós estarmos atentos nesta aventura: “Procurem estar, observem aquilo que está à vossa frente, procurem sentir e ouvir as pessoas e os lugares”. Sugeriu também para irmos com liberdade, sem opiniões pessoais.
Muito agradecemos ao Joaquim Palma.



































